Digit 5, da Agility, vai recarregar em 9 minutos com bateria da Nyobolt e trabalhar mais de 20 horas por dia
A Agility Robotics escolheu a Nyobolt para fornecer a bateria do Digit 5: 90 minutos de autonomia, recarga em 9 minutos e mais de 20 horas de trabalho a cada 24. O acesso antecipado começa no primeiro semestre de 2027.

A Agility Robotics anunciou que a Nyobolt, especialista em baterias de carga rápida e alta potência, será a fornecedora da tecnologia de energia do Digit 5, o novo robô humanoide da empresa, projetado para trabalhar com segurança perto de pessoas.
O novo conjunto entrega 90 minutos de autonomia e recarrega em apenas 9 minutos, uma proporção de 10:1 entre tempo trabalhando e tempo carregando. No Digit 4, a proporção era de 2:1. Na prática, a Agility promete que o robô passe de 20 horas produtivas em cada 24, mais de dois turnos completos.
O gargalo é a parada para carregar
Para a Agility, a disponibilidade do robô é o argumento de negócio: quanto menos tempo parado, melhor a conta de uma frota. A Nyobolt diz que sua bateria combina carga rápida, vida útil longa em ciclos e menos peso, e que foi escolhida porque o Digit 5 precisa de mais potência num pacote menor e mais leve, em ambientes onde a confiabilidade não é opcional. O alvo declarado são operações de armazém, distribuição e manufatura.
O acesso antecipado ao Digit 5 com a bateria da Nyobolt deve começar no primeiro semestre de 2027, com oferta crescente nos seis a nove meses seguintes. A Agility também prepara a entrada na bolsa, por fusão com a Churchill Capital Corp XI, prevista para o quarto trimestre de 2026.
O que isso muda aqui
*A caminho* — o robô só chega ao cliente a partir de 2027, e a fonte não cita preço nem distribuição no Brasil. Ainda assim, o recado vale para quem avalia humanoides em logística e manufatura: o tempo de recarga, e não só a destreza, decide quantos robôs a operação precisa comprar para cobrir os turnos.
Quem integra automação deve olhar com cautela os números, que são promessa da fabricante e dependem de teste em campo, com carga real e ciclos repetidos. Vale perguntar, antes de qualquer piloto, como fica a infraestrutura de carregadores, a segurança elétrica da recarga rápida e o desgaste da bateria depois de meses de uso diário. Por enquanto é um sinal de para onde a concorrência entre humanoides caminha, e não uma opção de compra para este ano.


