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Quanto custa soprar peça com ar comprimido: uma linha de 50 hp ligada o dia todo passa de US$ 32.600 por ano

Com a conta do Departamento de Energia dos EUA, um compressor de **50 hp** abastecendo sopro **24 horas por dia** custa cerca de **US$ 32.600** por ano em energia, a US$ 0,10 por kWh.

24 out 20263 min de leituraa partir de Robotics & Automation NewsEN
Três sopradores de aço inox ligados por tubulação metálica a um tubo longo, numa sala de piso de concreto e parede de blocos brancos
Imagem: Robotics & Automation News · reprodução

O sopro com ar comprimido é o uso que ninguém precisa pensar: a válvula abre, a peça sai limpa e a linha segue. A conta de energia cai em outro departamento, sem dizer qual bico a causou. Um artigo da Robotics & Automation News tenta pôr número nisso, apoiado no manual de ar comprimido do Departamento de Energia dos Estados Unidos.

O ponto de partida é que o ar comprimido é uma das utilidades mais caras de uma planta. Segundo o manual, de 80 a 93 por cento da energia elétrica do compressor industrial vira calor, e sobra pouco para o ar que realiza trabalho. Sopro e secagem estão entre os maiores consumidores: rodam por muitas horas, na pressão cheia da linha, e muitas vezes com a válvula aberta mais tempo do que a peça pede.

A conta fecha com cinco dados

Bastam a potência do compressor que alimenta o sopro, as horas por dia, os dias por semana, a tarifa de energia e o número de linhas iguais. No exemplo, um compressor de 50 hp ligado direto, a US$ 0,10 por kWh: são 37,3 kW, 8.736 horas por ano, cerca de 325.900 kWh e US$ 32.600 anuais. O exemplo usa a potência de placa como carga, atalho comum; a fórmula do Departamento de Energia divide ainda pela eficiência do motor, que ele toma como 90 por cento, e o valor subiria cerca de 11 por cento. No sentido oposto, compressor real cicla e fica em vazio, então o número verdadeiro costuma ser menor.

Dentro dessa conta há duas perdas. Vazamentos podem desperdiçar de 20 a 30 por cento da produção do compressor, e uma planta sem manutenção perde cerca de 20 por cento. A segunda é a pressão: o compressor entrega ar a cerca de 100 psi e o regulador da estação derruba até o que a tarefa exige, mas a energia de comprimir já foi gasta. Para secar ou tirar cavaco basta muito ar a pouca pressão, e um soprador centrífugo alimentando uma faca de ar produz esse ar direto.

O que isso muda aqui

*Chega* — não depende de produto novo nem de importação: é método, e serve a qualquer fábrica brasileira com linha de sopro ou secagem. O roteiro do artigo é barato: caçar vazamento, pôr uma válvula solenoide por estação para o ar correr só quando há peça, trocar tubo aberto por bocal projetado e, onde a tarefa pede volume a poucos psi, tirar o serviço do ar comprimido. Soprador não serve para furo cego, passagem fina nem atuador pneumático, e traz ruído, espaço e dutos.

O passo prático é escolher a estação que mais horas roda, instalar um registrador de energia no compressor por uma semana de produção e comparar o kWh medido com a conta. Se não bater, a diferença costuma ser vazamento ou carga em vazio que ninguém conhecia. A tarifa brasileira é outra, então o valor em dólar do exemplo não vale aqui: refaça a conta com a sua.

Como este texto foi feito. Lida na fonte e escrita em português por Redação do Instituto, com crédito e link. Os números do texto são conferidos contra a fonte antes de publicar.

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