Pular para o conteúdo
Instituto Automação

O que o setor de automação publica lá fora, lido daqui.

Notícia · IndústriaChega aqui

Banco Mundial e BNDES põem R$ 5,4 bilhões na descarbonização da indústria — a primeira operação direta entre os dois desde os anos 1990

São R$ 5,15 bilhões do Bird e R$ 309 milhões do Fundo de Tecnologias Limpas, com expectativa de mobilizar outros R$ 9,2 bilhões. O alvo são as cadeias intensivas em energia: aço, cimento, químicos, alumínio e vidro.

24 set 20262 min de leituraa partir de CIMMPT

O Banco Mundial e o BNDES fecharam parceria de R$ 5,4 bilhões (US$ 1,06 bilhão) em novos financiamentos para descarbonizar a indústria brasileira. A composição: R$ 5,15 bilhões (US$ 1 bilhão) do Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento e R$ 309 milhões (US$ 60 milhões) do Fundo de Tecnologias Limpas. A expectativa declarada é que a operação mobilize outros R$ 9,2 bilhões em recursos públicos e privados.

O dinheiro vai para três frentes. A primeira é produto industrial de baixo carbono, nas cadeias intensivas em energia — aço, cimento, produtos químicos, alumínio e vidro —, com tecnologias que reduzam emissão sem custar competitividade. A segunda é combustível de baixo carbono: combustível sustentável de aviação (SAF), e-metanol e biometano, mirando transporte aéreo e marítimo. A terceira é infraestrutura de uso compartilhado para cadeias novas, incluindo armazenamento e transporte de hidrogênio verde e amônia.

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, lembrou um detalhe que situa o tamanho da coisa: o banco não fazia operação direta com o Banco Mundial desde os anos 1990. O argumento dele é de vantagem comparativa — matriz energética majoritariamente renovável, que se converteria em capacidade industrial.

O que isso muda aqui

*Chega* — é dinheiro para planta brasileira, e o setor-alvo é justamente o que mais consome energia e mais instrumenta processo.

A leitura prática, para quem opera, é que descarbonizar aço, cimento e vidro é obra de automação antes de ser obra de energia. Trocar combustível, recuperar calor, eletrificar forno e capturar carbono são projetos que dependem de medição, controle e histórico de processo — e quem tem instrumentação velha e dado ruim não consegue nem provar a linha de base contra a qual a redução seria medida. O gargalo, em muitas plantas, vai aparecer antes do investimento: no fato de não haver medição confiável para começar.

Vale marcar o que a notícia não diz, porque é o que decide quem alcança o recurso: não há critério de elegibilidade publicado, nem tíquete mínimo, nem se o acesso é direto ou por agente financeiro repassador. Nas operações anteriores do BNDES em inovação, o tíquete mínimo no financiamento direto ficou na casa das dezenas de milhões — patamar que exclui a maior parte da indústria de transformação brasileira e empurra o resto para o repasse bancário.

Como este texto foi feito. Lida na fonte, escolhida e escrita por Pedro Oliveira, com crédito e link. Nada aqui foi traduzido ou redigido por máquina.

Mais em Notícias

ver todas