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BNDES financia com R$ 120,1 milhões o robô inspetor da Tractian, que deve rondar a planta até 2028

A operação, aprovada em 4 de agosto pelo programa Mais Inovação, paga uma nova geração de assistentes robóticos para inspeção e manutenção preditiva. É o primeiro crédito público da empresa, que até aqui vivia de rodadas de investimento de risco.

4 set 20263 min de leituraa partir de Automação IndustrialPT

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social aprovou, em 4 de agosto, R$ 120,1 milhões para a Tractian, fabricante paulista de sensores e sistemas de manutenção industrial. O dinheiro sai do programa BNDES Mais Inovação e vai para pesquisa, desenvolvimento e inovação: uma nova geração de assistentes robóticos para inspeção e manutenção preditiva, combinando robótica, sensoriamento de alta precisão e inteligência artificial para antecipar falhas.

A execução vai até junho de 2028. Nesse período a empresa prevê contratar 421 pessoas já na implantação, 150 delas em pesquisa e desenvolvimento, e depositar ao menos 20 patentes. "O financiamento acelera uma linha de pesquisa que estamos construindo há anos: usar robótica, sensoriamento e IA para elevar o nível de proteção dos ativos mais críticos da indústria", disse Gabriel Lima, COO e cofundador. A Tractian opera no Brasil, no México e nos Estados Unidos e atende mais de mil plantas industriais.

O que muda na inspeção

O portfólio atual da empresa é de sensor fixo no ativo, que transmite vibração e temperatura. O projeto inverte parte dessa lógica: o equipamento passa a se deslocar até a máquina. Os robôs devem circular pela instalação em monitoramento contínuo, com sensores embarcados para motores elétricos, compressores, esteiras e outros equipamentos de uso corrente, alertando a equipe de manutenção.

O alvo é o que hoje fica de fora. Em planta industrial, ativos de baixa criticidade e pontos de difícil acesso costumam não ter monitoramento contínuo por causa do custo de sensor e de cabeamento; é esse recorte que um inspetor móvel alcança. Nem o banco nem a empresa informaram o formato do equipamento, a autonomia, o grau de proteção ou eventual certificação para áreas classificadas.

O crédito, em números

O Mais Inovação foi criado em 2023. Em maio de 2026 o BNDES elevou o orçamento do programa para R$ 12 bilhões no ano, R$ 4,8 bilhões acima do inicial, com no mínimo R$ 840 milhões para o Norte e o Nordeste e R$ 1,1 bilhão para financiar máquinas industriais. A remuneração básica do banco na compra de máquinas e equipamentos caiu de 2,5% para 2% ao ano. Entre 2023 e 2025 o banco aprovou R$ 35,6 bilhões para inovação, mais do que a soma dos onze anos anteriores, de R$ 34,8 bilhões.

No financiamento direto, o tíquete mínimo é de R$ 20 milhões, ou R$ 10 milhões no Norte e no Nordeste. No mesmo agosto, a Yamaha obteve R$ 15 milhões da Finep para automatizar a fábrica de motocicletas em Manaus.

O que isso muda aqui

*Chega*: é empresa brasileira, dinheiro público e planta brasileira. Duas leituras práticas. A primeira é sobre o produto: o robô inspetor mira exatamente o ativo que hoje ninguém monitora porque não compensa cabear, e é aí que a manutenção preditiva costuma parar na PME. A segunda é sobre o dinheiro: o programa está com orçamento maior e taxa menor, mas o tíquete mínimo de R$ 20 milhões no financiamento direto diz quem pode bater na porta do banco sozinho; para os demais, o caminho continua sendo o agente financeiro repassador.

Como este texto foi feito. Lida na fonte, escolhida e escrita por Pedro Oliveira, com crédito e link. Nada aqui foi traduzido ou redigido por máquina.

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