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Nota · IndústriaA caminho

Dream Labs capta US$ 90 milhões e abre API que transforma imagem de câmera e texto em comando para qualquer robô

A startup de São Francisco levantou US$ 90 milhões em rodada inicial e liberou a Dream API, que converte a imagem da câmera e uma instrução em texto em movimento de robô, mesmo de modelos que nunca viu.

26 out 20262 min de leituraa partir de The Robot ReportEN
Imagem de divulgação da Dream Labs mostrando o modelo Dream-1 controlando robôs de fabricantes diferentes
Imagem: Dream Labs · reprodução

A Dream Labs, de São Francisco, anunciou US$ 90 milhões em rodada inicial, liderada pela B Capital e pela Kindred Ventures. Junto veio a Dream API, interface aberta ao público que recebe o vídeo da câmera do robô e uma instrução escrita em inglês simples e devolve comandos de motor, inclusive para robôs que a empresa nunca viu.

O argumento é que a fábrica mundial tem 5 milhões de robôs industriais, quase todos programados para uma única tarefa, e que ensinar um robô a fazer uma coisa pode levar meses de especialistas. Mudou a tarefa ou o hardware, recomeça-se do zero.

Aprender com vídeo, não com a máquina

O modelo principal, o Dream-1, foi treinado com vídeos de pessoas fazendo tarefas do dia a dia: prevê o que vai acontecer em seguida e decide a ação do robô. Como não depende de uma máquina específica, a empresa afirma que a capacidade passa de um hardware para outro. Segundo ela, o Dream-1 controla sem dado extra um robô de dois braços com garras paralelas.

Hoje ele cuida de tarefas de bancada, como pegar e colocar objetos e dobrar roupa; robôs sobre rodas e mãos com dedos articulados virão depois. Há robôs de cerca de US$ 2.000 a US$ 10.000 na lista de compatíveis, mais de 20 parceiros de hardware e um serviço de ajuste fino: com poucas demonstrações, o desenvolvedor recebe um modelo sob medida em horas. Os modelos rodam em centros de dados da empresa, e há um ambiente de testes em que qualquer pessoa digita comandos para um robô do escritório de São Francisco.

O que isso muda aqui

*A caminho* — a API está aberta a quem tiver um robô com garra e uma chave de acesso, então integrador e escola técnica brasileiros podem testar já, sem comprar nada, pelo ambiente de testes. O que ainda não se sabe é preço de uso, latência a partir do Brasil, já que os modelos rodam em servidores da empresa, e desempenho fora da bancada.

Para a linha de produção a distância é grande: tarefa de bancada com braço barato não é célula industrial com requisito de ciclo e segurança. Mas a direção importa para quem vende e ensina robótica: o programa deixa de ser o gargalo e a conversa passa a ser dado de demonstração e validação. Vale acompanhar quando chegarem as mãos articuladas e os robôs móveis.

Como este texto foi feito. Lida na fonte e escrita em português por Redação do Instituto, com crédito e link. Os números do texto são conferidos contra a fonte antes de publicar.

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