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Eka Robotics capta US$ 150 milhões para levar a fábricas um modelo de IA que aprende física em simulação

A startup americana Eka Robotics levantou **US$ 150 milhões** em rodada Série A para escalar um modelo que une visão e força e promete pegar objetos inéditos a cerca de **1.500 operações por hora**.

24 out 20262 min de leituraa partir de The Robot ReportEN
Garra robótica branca com dedos pretos segura uma lâmpada acesa sobre uma base, num ambiente escuro iluminado só pelo brilho do filamento
Imagem: Eka Robotics · reprodução

A Eka Robotics, startup fundada em 2024 e sediada em Cambridge, nos Estados Unidos, anunciou nesta semana uma rodada Série A de US$ 150 milhões. O dinheiro vai servir para escalar a tecnologia e as instalações em clientes. A rodada foi liderada pela Andreessen Horowitz e pela F-Prime, fundo ligado à FMR, controladora da Fidelity Investments. Também entraram os líderes da rodada semente, Obvious Ventures e E14 Fund, além de MFV Partners, Bison Ventures, Glasswing Ventures, Samsung Next e grandes empresas da lista Fortune 500.

O produto da Eka é um modelo de visão, força e ação, que a empresa chama de VFA. A ideia é que o robô raciocine ao mesmo tempo sobre o que vê e sobre a força que sente, e assim desenvolva uma espécie de intuição da física. Segundo a empresa, robôs com essa IA pegam uma grande variedade de objetos fora do conjunto de treino a cerca de 1.500 operações por hora, e também conseguem rosquear uma lâmpada e inserir fios.

Treino em simulação, sem imitar gente

A Eka defende que robôs devem dominar a física, e não copiar dados de demonstração humana. Por isso treina por aprendizado por reforço em simulação, onde diz gerar milhares de horas de experiência de robô em minutos, variando objetos, ambientes e condições físicas. Para a empresa, a barreira entre simulação e mundo real está caindo. Todos os números de desempenho são da própria Eka; a matéria não traz medição independente nem nome de cliente.

O que isso muda aqui

*Sem efeito* — por ora, é notícia de capital, não de produto: a Eka não anunciou venda, parceiro ou prazo fora dos Estados Unidos, e o desempenho citado é declaração da empresa. Para quem integra célula de manipulação no Brasil, a utilidade é de radar: o dinheiro grande está indo para modelos que treinam em simulação e usam o tato como entrada, em vez de depender de demonstração humana. Se a promessa se confirmar em planta, mudam o tempo de ajuste de uma célula de separação de peças e o tipo de objeto que ela aguenta sem reprogramar. Até aparecer cliente nomeado e dado medido por terceiros, o que se pode fazer é acompanhar e perguntar ao fornecedor de garra e de visão se o produto dele já lê força.

Como este texto foi feito. Lida na fonte e escrita em português por Redação do Instituto, com crédito e link. Os números do texto são conferidos contra a fonte antes de publicar.

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