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Exotec põe no ar dois sistemas Skypod no Japão, um deles com 37 robôs num centro logístico de 89 mil m²

A Exotec colocou em operação dois sistemas Skypod no Japão, na Mitsubishi Shokuhin e na Trusco Nakayama. O maior tem 37 robôs, quase 32 mil caixas de armazenagem e quatro estações de separação de pedidos.

20 out 20262 min de leituraa partir de Robotics & Automation NewsEN
Robôs do sistema Skypod da Exotec circulando entre estantes altas de armazenagem num centro de distribuição
Imagem: Robotics & Automation News · reprodução

A francesa Exotec anunciou a entrada em operação de dois sistemas Skypod no Japão, instalados em parceria com a IHI Logistics Industrial Systems. Os clientes são a Mitsubishi Shokuhin, grande distribuidora de alimentos, e a Trusco Nakayama, uma das principais distribuidoras industriais do país.

Na Mitsubishi Shokuhin, o Skypod foi ligado no novo centro de distribuição para food service em Soka, que movimenta quase 13 mil referências de produtos, entre alimentos, bebidas alcoólicas e insumos profissionais. A empresa cita falta de mão de obra e a necessidade de melhorar as condições de trabalho; o sistema reduz a distância que o operador percorre, aumenta a eficiência da separação e automatiza a operação em temperatura ambiente. É a primeira instalação do Skypod no setor de distribuição de alimentos japonês.

Na Trusco Nakayama, o sistema está totalmente operacional em Planet Aichi, o maior centro logístico do grupo, com cerca de 89 mil metros quadrados. A expectativa é que o número de itens armazenados passe de um milhão nos próximos anos. O Skypod atende pedidos de ferramentas, consumíveis, equipamentos de segurança e suprimentos industriais, com quase 32 mil caixas, 37 robôs e quatro estações de separação.

Um robô que anda e também sobe

O Skypod é um sistema automático de armazenagem e recuperação, mas diferente do modelo convencional de carrinhos presos a cada nível da estante. Na descrição da própria Exotec, é um sistema "móvel": o mesmo robô faz o transporte na horizontal e a subida na vertical para buscar a caixa. Na prática, a capacidade cresce com o número de robôs, não com a obra da estante.

Os dois projetos, segundo a empresa, respondem aos mesmos problemas: falta de gente, exigência crescente de vazão, produtividade, precisão na separação e melhor aproveitamento do espaço.

O que isso muda aqui

*Chega* — a tecnologia já está disponível como produto, mas a notícia é sobre o Japão: a fonte não cita instalação nem parceiro da Exotec no Brasil, e não traz preço, prazo de retorno nem ganho medido de produtividade.

O que serve a quem opera ou integra intralogística por aqui é o desenho dos dois casos. O de alimentos mostra o sistema entrando em operação a temperatura ambiente, com cerca de 13 mil referências; o industrial mostra um catálogo que deve passar de um milhão de itens, onde a separação de pedido com muita variedade é o gargalo. Distribuidor brasileiro de material industrial, autopeças ou insumos, com a mesma lógica de muitas referências e pedidos pequenos, é o perfil que vai querer comparar. Antes disso, convém pedir ao fornecedor números de vazão por estação e a integração com o sistema de gestão do armazém, que o anúncio não detalha.

Como este texto foi feito. Lida na fonte e escrita em português por Redação do Instituto, com crédito e link. Os números do texto são conferidos contra a fonte antes de publicar.

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