Foundry Robotics levanta US$ 100 milhões para montar uma fábrica autônoma que produz hardware para terceiros
A Foundry Robotics fechou uma rodada Série A de US$ 100 milhões, liderada pela Marlinspike Partners, para ampliar a fábrica de montagem com células robóticas e modelos de IA em Emeryville, na Califórnia.

A Foundry Robotics anunciou uma rodada Série A de US$ 100 milhões, com demanda acima do previsto, liderada pela Marlinspike Partners. Entraram também Khosla Ventures, Red Glass Ventures, SE Ventures, Wing VC, Axiom Ventures, Hanabi e Zero Shot Fund.
A empresa constrói e opera fábricas autônomas de montagem complexa, combinando células robóticas movidas por IA com especialistas de manufatura. O dinheiro vai para ampliar a unidade de Emeryville, acelerar a entrada de modelos de IA na produção real e contratar gente de pesquisa, engenharia e operação. A área da fábrica cresceu vinte vezes e chegou a 130.000 pés quadrados.
Fábrica como serviço
O modelo é de manufatura como serviço: a Foundry é dona e opera a fábrica, e leva o cliente do projeto à produção em semanas, sem investimento em linha nova nem reajuste caro de ferramental. Os modelos de IA são treinados em blocos básicos de montagem e rodam numa grade de células robóticas. O FoundryOS liga robôs, chão de fábrica e nuvem num sistema só, e cada lote produzido realimenta os modelos, de modo que a célula que monta um drone hoje possa aprender a montar um componente de satélite amanhã.
Hoje a empresa atende os setores de defesa e comerciais, com foco em produtos eletromecânicos complexos e de produção limitada, como drones, chicotes de fios, veículos submarinos, computadores robustecidos e infraestrutura de telecomunicações. O cofundador e presidente-executivo, Adarsh Kulkarni, defende repensar a fábrica do zero em vez de adaptar uma linha existente.
O que isso muda aqui
*Sem efeito* — a Foundry não tem operação, cliente nem plano declarado fora dos Estados Unidos, e o discurso da empresa é explicitamente de reindustrialização americana e de capacidade para a defesa. Não há produto para comprar nem serviço para contratar no Brasil.
O recado útil para quem integra ou vende automação aqui é o modelo: em vez de vender célula robótica ao dono da fábrica, vende-se a capacidade de montagem pronta, com o robô e a IA escondidos dentro do serviço. Vale acompanhar se a promessa de trocar de produto sem refazer a linha se confirma com mais clientes, porque é exatamente a dor de quem produz séries curtas. Por ora, a fonte não traz preço, taxa de ocupação nem prazo real de entrega.


