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Nota · IndústriaA caminho

ISD lança célula robótica que monta e desmonta paletes no mesmo equipamento e promete retorno entre 9 e 18 meses

A norte-americana ISD lançou um módulo que faz paletização e despaletização na mesma célula. Segundo a empresa, a mão de obra cai 43% e o investimento se paga em 9 a 18 meses.

17 out 20262 min de leituraa partir de Automated WarehouseEN
Célula robótica de paletização da ISD, com braço robótico posicionando caixas sobre um palete
Imagem: Integrated Systems Design · reprodução

A Integrated Systems Design, a ISD, de Wixom, no estado de Michigan, lançou o Módulo de Paletização, uma célula que monta os paletes de saída e desmonta os que chegam, tudo no mesmo lugar. Segundo a empresa, a maioria dos sistemas concorrentes cuida de uma direção só, o que obriga a comprar dois equipamentos e reservar duas áreas de piso.

A célula reúne braço robótico, ferramenta de ponta sob medida, visão de máquina e controle integrado. A visão identifica as dimensões da caixa em tempo real e ajusta o padrão de empilhamento, seja para montar ou para desmontar o palete. O operador troca de modo sem mexer no hardware.

Um módulo, vários braços

A ISD diz que projetou o módulo para funcionar com plataformas de mais de um fabricante, e não com um braço proprietário. Para cada instalação, avalia robôs colaborativos, industriais, SCARA e pórticos, conforme carga, tempo de ciclo e espaço. Entre as especificações divulgadas estão ciclo de 10 a 25 caixas por minuto ou mais, alcance de 6 a 10 pés ou mais e palete de até 8 pés de altura, tudo variando com o robô e a aplicação.

Os números de retorno vêm da própria empresa: redução de 43% da mão de obra em comparação com a operação manual e payback de 9 a 18 meses, dependendo dos turnos e do volume. A lógica é de ociosidade: quem recebe insumo de manhã e expede produto acabado à tarde usa a mesma célula nos dois fluxos, em vez de manter dois sistemas parados metade do dia. Uma célula também significa um só conjunto de rotinas de segurança, um só plano de manutenção e uma só equipe treinada.

O que isso muda aqui

*A caminho* — a ISD é integradora norte-americana e a matéria não cita distribuidor, cliente nem prazo para o Brasil, então o módulo em si não está à venda por aqui. A ideia, porém, é aplicável hoje: centro de distribuição e fábrica brasileira com recebimento e expedição em turnos diferentes podem pedir a um integrador local uma célula reversível, com visão de máquina e robô de qualquer marca. Os números de 43% e de 9 a 18 meses são declaração do fornecedor, sem auditoria independente, e dependem de turno e volume; antes de comparar com a proposta de um integrador brasileiro, vale refazer a conta com a realidade de cada operação.

Como este texto foi feito. Lida na fonte e escrita em português por Redação do Instituto, com crédito e link. Os números do texto são conferidos contra a fonte antes de publicar.

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