Kardex amplia no Canadá a oferta de armazéns automáticos AutoStore, com a WEG entre os clientes
A suíça Kardex, parceira global da AutoStore desde 2021, diz ter mais de 150 sistemas instalados e amplia o serviço no Canadá. Entre os clientes recentes da região estão Ford e WEG.

A Kardex, empresa de logística interna sediada em Zurique, anunciou a ampliação do atendimento no Canadá para sistemas de armazenagem automática da AutoStore, em que robôs circulam sobre uma grade de caixas empilhadas. Nos cinco anos desde que passou a atuar no país, a empresa diz ter instalado dezenas de sistemas, com milhares de robôs e milhões de caixas.
No conjunto, a Kardex afirma ter mais de 150 instalações da AutoStore em varejo, indústria, saúde, comércio eletrônico, operadores logísticos e setor automotivo. Entre os clientes recentes na América do Norte estão a montadora Ford, a distribuidora elétrica Sonepar e a WEG, fabricante brasileira de motores. Para atender a província de língua francesa, a empresa recorre a equipes da França.
O que a Kardex entrega além da grade
Desde que virou parceira, em 2021, a Kardex diz lançar ao menos uma solução própria por ano: um sistema de gestão do armazém, um aspirador automático da grade, indução de caixas com inteligência artificial e um assistente que projeta a informação de separação direto na porta de trabalho. Em maio chegou uma balança que mede a variação de peso durante a separação e a guarda.
Os ganhos citados vêm de projetos dos clientes e não têm medição independente: até 300% mais produtividade na separação, até 80% menos área ocupada e entrada em operação em apenas seis meses após o contrato.
O que isso muda aqui
*Sem efeito* — o anúncio trata da expansão da Kardex no mercado canadense e não cita Brasil. Para quem opera ou vende armazenagem automática por aqui, o interesse é o recorte técnico: a briga se desloca da grade, que é comum entre parceiros, para o software e para o serviço depois da instalação. Vale notar que a WEG aparece como cliente da região, o que mostra o modelo em uso por uma indústria brasileira. Os percentuais de ganho são da própria fabricante e dependem do perfil de pedidos de cada operação; quem for avaliar o sistema deve pedir dados de instalações comparáveis antes de assumir esses números.


