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Controlador aberto com segurança funcional certificada encurtou um projeto de robô de cinco anos para dois, diz a NexCOBOT

Em entrevista ao The Robot Report, a gerente-geral Jenny Shern descreve a onda de pedidos de fabricantes de humanoides e quadrúpedes e explica por que, na indústria, confiabilidade e segurança continuam decidindo a adoção — não o modelo de IA.

4 set 20262 min de leituraa partir de The Robot ReportEN
Painel da NexCOBOT com controladores de movimento, controlador de segurança funcional, plataforma de controle de IA e periféricos em volta de um humanoide, um quadrúpede e um robô móvel numa fábrica, mais a lista de robôs suportados
Imagem: NexCOBOT · divulgação

A NexCOBOT nasceu em 2018 como desdobramento da unidade de automação e IoT do grupo taiwanês NEXCOM. Vende controladores de movimento, controladores de segurança funcional, periféricos e consultoria de verificação de projeto para quem desenvolve ou fabrica robôs. É, portanto, fornecedora de quem fornece — e é dessa posição que Jenny Shern, gerente-geral da empresa, olha para a corrida da chamada IA física.

"Desde o ano passado, nossa equipe recebeu muitos pedidos de empresas construindo robôs com pernas, quadrúpedes e humanoides, além de manipuladores móveis", disse ela ao The Robot Report. "Nossos controladores atendem os robôs tradicionais e esses novos tipos de sistema."

O pano de fundo é a compra de startups de robótica por grandes empresas de tecnologia: a Mobileye pagou US$ 900 milhões pela Mentee Robotics em janeiro; a Amazon comprou a Fauna Robotics em março; a Meta ficou com a Assured Robot Intelligence em maio. Shern espera que as aquisições continuem, porque as startups têm o conhecimento em aprendizado, percepção e controle autônomo, e as grandes têm computação, dados e capital.

O argumento: separar o software do ferro

A tese central da entrevista é de arquitetura. Modelos de IA melhoram continuamente; hardware de robô tem ciclos longos de projeto, teste e implantação para cumprir requisitos de confiabilidade e segurança. A saída, para Shern, é plataforma modular com interfaces padronizadas, de modo que uma capacidade nova de IA possa entrar num robô existente sem esperar a próxima geração de hardware.

Os "robôs nativos de IA", que ela define como os projetados desde o início para perceber, decidir e interagir com o ambiente por meio de IA, avançam rápido em percepção, planejamento de movimento e interação com pessoas. Mas, "para aplicações industriais, confiabilidade e segurança continuam sendo requisitos críticos, então a adoção vai avançar em estágios, conforme a tecnologia se prova em ambientes reais".

O exemplo concreto é um cliente que, ao adotar o controlador de segurança funcional certificado da NexCOBOT sobre um sistema aberto, encurtou o ciclo de desenvolvimento de uma estimativa de três a cinco anos para dois. Para os fornecedores, diz ela, o ecossistema aberto amplia o mercado porque o produto passa a funcionar em mais plataformas.

Onde a adoção deve vir primeiro: manufatura, logística e armazéns, onde o caso de negócio já está claro. Robôs que geram muito dado operacional, como humanoides e móveis, atraem as grandes empresas de tecnologia; robôs muito especializados num processo industrial estreito, menos.

O que isso muda aqui

Quem integra célula robótica no Brasil compra controlador, não o projeta. O ponto prático da entrevista é um critério de compra: controlador aberto, com certificação de segurança funcional, é o que separa "trocar a IA" de "trocar a máquina". A entrevista não informa canal de venda ou representação no Brasil, e é por isso que o veredito é *a caminho* e não *chega*.

Como este texto foi feito. Lida na fonte, escolhida e escrita por Pedro Oliveira, com crédito e link. Nada aqui foi traduzido ou redigido por máquina.

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