Pular para o conteúdo
Instituto Automação

O que o setor de automação publica lá fora, lido daqui.

Nota · IndústriaSem efeito aqui

NVIDIA mostra fábricas de chips guiadas por IA, com gêmeo digital e ganhos de até 85 vezes em teste e inspeção

Fabricantes de chips e de equipamentos adotam as bibliotecas CUDA-X, da NVIDIA, para simular, inspecionar e testar em GPU. A Teradyne cita ganho de cerca de 85 vezes; a KLA, de até 50 vezes.

16 out 20262 min de leituraa partir de Engineering.comEN
Ilustração em corte de uma fábrica de chips, com robôs, equipamentos de processo, áreas de inspeção e uma sala de operações com telas, cada área com um rótulo em inglês
Imagem: NVIDIA · divulgação

A NVIDIA anunciou que empresas de semicondutores estão adotando as bibliotecas CUDA-X para o que chama de fábricas definidas por IA, entre elas a nova cuPotential, que permite criar agentes de IA para simular a interação entre átomos e moléculas. Na ideia da empresa, a IA ajuda engenheiros a otimizar processos, investigar problemas de produção e melhorar a eficiência, com gêmeos digitais para testar mudanças antes de aplicá-las na linha.

Os números vêm das próprias empresas. A Teradyne cita cerca de 85 vezes mais velocidade na inferência de manutenção de sondas de teste, o que ajuda a achar sondas se degradando antes que afetem o rendimento. A KLA relata desempenho até 50 vezes maior que o das versões antigas em processador comum. A Applied Materials fala em simulações de câmara até 35 vezes mais rápidas e usa gêmeos digitais da fábrica para avaliar layouts e fluxo de material. O centro de pesquisa Imec relata melhora de 30% na janela do processo de litografia.

Dados da máquina até a decisão

A matéria destaca que, numa fábrica assim, os dados dos equipamentos precisam chegar aos sistemas de IA rápido o bastante para apoiar decisões de operação. A Advantest integrou modelos de IA ao sistema de análise de produção de semicondutores e diz reduzir o tempo de resposta de horas para minutos nas ações corretivas das células de teste. A Analog Devices combina simulação física com o Isaac Sim e o Omniverse para testar sensores dentro de sistemas robóticos completos.

O que isso muda aqui

*Sem efeito* — o Brasil não tem fábrica de chips em escala que use essas ferramentas, e a matéria não cita preço, prazo nem disponibilidade local. O interesse para quem trabalha com automação está no padrão: dado de máquina em tempo real, gêmeo digital para validar mudança antes da linha e agente de IA acompanhando manutenção e teste.

Quem atende indústria eletrônica, de montagem ou de embalagem pode usar o caso como referência do que clientes vão passar a perguntar. Vale lembrar que os ganhos são relatos de fornecedores, em condições escolhidas por eles, e a matéria não traz medições independentes. O que não se sabe é quanto disso vira produto para fábricas fora do setor de chips.

Como este texto foi feito. Lida na fonte e escrita em português por Redação do Instituto, com crédito e link. Os números do texto são conferidos contra a fonte antes de publicar.

Mais em Notícias

ver todas