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Notícia · IndústriaA caminho

A maior construtora de casas dos EUA vai usar microfábricas robotizadas da Promise Robotics em mais de 1.250 casas

A D.R. Horton assinou contrato plurianual com a canadense Promise Robotics, que monta painéis de parede e piso com braços KUKA em microfábricas e vende a capacidade como serviço. A estrutura de uma casa de dois andares fica pronta em um dia, contra duas a três semanas.

14 out 20262 min de leituraa partir de The Robot ReportEN
Braço robótico KUKA azul com uma ferramenta da Promise Robotics fixa peças sobre uma estrutura de vigas de madeira numa linha de montagem, diante de painéis azuis de uma microfábrica
Imagem: Promise Robotics · divulgação

A D.R. Horton, maior construtora de casas dos Estados Unidos em volume, assinou um acordo plurianual com a Promise Robotics, de Toronto, para produzir mais de 1.250 casas com a plataforma da empresa. É a primeira grande construtora americana a adotar o modelo.

A Promise Robotics, fundada em 2021, não vende robô: vende fábrica como serviço (*Factory-as-a-Service*). A empresa recebe o projeto da casa, gera o plano de produção e as instruções dos robôs, fabrica paredes, pisos e caixas de escada em microfábricas operadas por equipe própria e entrega os componentes para montagem no terreno. As primeiras unidades ficam em Edmonton e Calgary, no Canadá, e em Phoenix, nos EUA.

O ganho anunciado é de prazo. Segundo o presidente e cofundador, Ramtin Attar, uma casa para duas famílias, com dois andares, porão e garagem, tem a estrutura montada em um dia — sem contar parte elétrica, janelas e hidráulica —, contra duas a três semanas no método tradicional.

Cada casa é diferente, o processo não

O argumento técnico é o que separa construção de linha automotiva. Ali, diz Attar, o mesmo carro é feito milhões de vezes com pequenas variações; numa casa, cada parede e cada piso têm vãos, componentes e leiaute diferentes. A resposta da empresa é software que entende os limites de movimento, material e ferramenta, e traduz o arquivo do projeto em instruções para braços industriais KUKA — embora a plataforma se declare independente de marca de robô.

Os painéis chegam a 45 pés no piso e 20 nas paredes, já com vão de porta e janela. Os algoritmos de fixação seguem o código de obras local: em Phoenix, longe do frio canadense, o projeto pediu 50% menos chapa de fechamento e outro contraventamento. A empresa diz gerar, por casa, 300 imagens novas e milhares de registros táteis, e se apresenta como infraestrutura de IA física, não só como fabricante.

O que isso muda aqui

*A caminho* — não há operação da Promise Robotics fora da América do Norte, nem plano anunciado para o Brasil. O que chega antes é o modelo: pré-fabricação de painéis com robô industrial comum, programada direto do arquivo do projeto, vendida como capacidade sob demanda em vez de máquina.

Para o integrador brasileiro, a novidade não está no braço robótico, que é o mesmo das linhas de solda e paletização, e sim na camada que transforma um projeto de arquitetura diferente a cada pedido em programa de robô sem programador. A construção industrializada em madeira e em *light steel frame* cresce por aqui com as mesmas dores que a empresa cita — falta de mão de obra, prazo e custo —, e quem já monta célula robótica tem nessa notícia a referência do que o cliente de construção vai começar a pedir: flexibilidade de lote unitário, não volume.

Como este texto foi feito. Lida na fonte e escrita em português por Redação do Instituto, com crédito e link. Os números do texto são conferidos contra a fonte antes de publicar.

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