Pudu, dos robôs de entrega e limpeza, apresenta semi-humanoide industrial e quadrúpede que carrega até 30 kg
A Pudu, conhecida por robôs de serviço em restaurantes e hotéis, mostrou na IFA em Berlim o semi-humanoide D7, com 23 juntas e carga de até 20 kg, e o quadrúpede D5-W, que leva até 30 kg.

A Pudu Robotics, que construiu o negócio em robôs de entrega e limpeza para restaurantes, hotéis e outros ambientes comerciais, está ampliando o portfólio. Na feira IFA 2026, em Berlim, no início de setembro, a empresa exibiu o D7, semi-humanoide industrial que fez a estreia europeia, o quadrúpede D5-W e o robô de limpeza autônomo CC1 Pro.
A empresa diz ter mais de 130.000 robôs em operação em mais de 85 países. A Frost & Sullivan a classificou como a maior empresa de robôs comerciais de serviço do mundo, em receita e em unidades, em 2025.
Sem pernas, com braços
O D7 foge da aposta em humanoides bípedes. Em vez de reproduzir a caminhada humana, concentra as 23 juntas em braços, cintura e cabeça e levanta cargas de até 20 kg. A tese é que, para muita tarefa industrial, manipulação humanoide com outra forma de locomoção pode dar mais confiabilidade e menos complexidade.
O D5-W combina rodas e pernas articuladas: alterna entre andar e rodar conforme o terreno, sobe escadas, enfrenta piso irregular, carrega até 30 kg e se levanta sozinho depois de cair. Já o CC1 Pro avalia o resultado da própria limpeza e volta aos trechos que pedem mais trabalho, em vez de só informar que cumpriu a rota.
O que isso muda aqui
*A caminho* — a Pudu já é fabricante com escala e presença em dezenas de países, o que torna provável que o D7 e o D5-W cheguem a distribuidores além da Europa. A matéria, porém, não traz preço, data de venda nem menção ao Brasil, então o prazo é incerto.
Para integradores, o recado é a forma do robô: manipulador de bancada sobre base móvel, sem a complexidade de andar sobre duas pernas, tende a se encaixar melhor em tarefa de logística e apoio a linha. Vale acompanhar a estreia comercial, a capacidade real de carga em uso contínuo e o suporte local antes de pensar em projeto. Por ora, é demonstração de feira.


