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Robotiq lança a garra 2FC com tato e inteligência embarcada, e abre pré-venda com entregas só em 2027

A Robotiq abriu a pré-venda da 2FC, garra adaptativa com sensores de tato e processamento no punho do robô. Os primeiros envios estão marcados para o primeiro trimestre de 2027, em duas versões de curso.

22 out 20262 min de leituraa partir de Robotics & Automation NewsEN
Garra robótica preta de dois dedos com a marca Robotiq, cabo saindo por cima e sensores de tato nas pontas dos dedos
Imagem: Robotiq · divulgação

A Robotiq lançou a 2FC, uma garra adaptativa pronta para produção que une sensores de tato e inteligência embarcada. A proposta é que o robô aprenda com o contato físico e aja com segurança sobre o que aprendeu, do laboratório à linha. A pré-venda abriu nesta quinta-feira, com envios a partir do primeiro trimestre de 2027.

O argumento da empresa é que a indústria investe pesado em visão, demonstrações, simulação e dados, mas a manipulação depende, no fim, do toque. A maioria dos robôs não sente o que segura, e dados de contato como pressão, escorregamento, força e posição ficam sem registro. Sensor de tato não é novidade; o difícil, diz a Robotiq, é transformar o sinal bruto em dado de treinamento e em comportamento em tempo real.

A 2FC parte da garra adaptativa 2F, uma das plataformas mais usadas do mercado, com mais de 30.000 unidades instaladas no mundo. Sobre ela entram sensores de tato, um módulo de processamento no punho, o AI Hub, e o Contact Core, software da empresa para inteligência física.

O que a garra mede e decide sozinha

A garra registra pressão, vibração, propriocepção, força, posição e corrente, tudo sincronizado em milissegundos numa mesma linha do tempo, por uma interface única. Um pacote para ROS 2 e um kit de desenvolvimento em C++ vão ficar disponíveis no GitHub da Robotiq. Os dados saem datados e rotulados automaticamente, prontos para treinar modelos.

Com o processamento dentro da garra, a 2FC já roda localmente e em tempo real algumas habilidades de pega: avaliação da qualidade da pega, detecção de início de escorregamento, estimativa da posição do objeto, centragem do objeto e verificação avançada de pega. Em vez de só despejar sinal bruto, ela emite eventos já rotulados.

A garra é classificada para 2 milhões de ciclos, tem complacência e é subatuada, o que permite pegas paralelas e envolventes. Há duas versões de curso: 85 mm (2FC-85) e 140 mm (2FC-140). Quem já tem uma 2F pode atualizar com os sensores TSF e o AI Hub, sem trocar a garra. A Robotiq apresenta o produto em um seminário online em 28 de outubro de 2026.

O que isso muda aqui

*A caminho* — a 2FC ainda não tem entrega: os primeiros envios estão previstos para o primeiro trimestre de 2027, e a fonte não cita preço nem distribuição no Brasil. Quem integra célula robotizada pode, por ora, reservar na pré-venda e acompanhar o seminário de 28 de outubro.

O ponto prático é a atualização: como a base instalada de garras 2F é grande, boa parte das células que já operam aqui poderia ganhar tato e detecção de escorregamento sem trocar o equipamento. Para quem faz pesquisa e desenvolvimento em manipulação, o pacote ROS 2 e os dados rotulados encurtam o caminho até treinar um modelo. O que ainda não se sabe: o preço, o custo da atualização e como a garra se sai em peças reais de linha, fora do material de lançamento.

Como este texto foi feito. Lida na fonte e escrita em português por Redação do Instituto, com crédito e link. Os números do texto são conferidos contra a fonte antes de publicar.

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