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Nota · IndústriaA caminho

Casa Branca conclui que importar robôs e máquinas industriais ameaça a segurança dos EUA e abre negociação com parceiros

Um decreto do presidente Donald Trump acatou o relatório do Departamento de Comércio sobre robótica e maquinário industrial importados. Por ora não há tarifa: o próximo passo é negociar com os países parceiros.

30 out 20262 min de leituraa partir de The Robot ReportEN
Página do site da Casa Branca com o título do decreto sobre ajuste das importações de robótica e maquinário industrial, em letras brancas sobre fundo azul-escuro
Imagem: The Robot Report · reprodução

O presidente dos Estados Unidos, Donald J. Trump, publicou um decreto em que registra o relatório do secretário de Comércio sobre os efeitos, para a segurança nacional, da importação de robótica e maquinário industrial, incluindo peças e componentes. A conclusão do secretário, citada no texto, é que esses itens entram no país em quantidade e em condições que ameaçam *"prejudicar a segurança nacional"*, no termo da investigação conhecida como Seção 232.

O decreto argumenta que robôs e máquinas industriais são essenciais para quase toda a manufatura moderna, da defesa ao uso comercial. Cita cerca de US$ 7,1 trilhões em bens manufaturados despachados em 2024 e a produção de aproximadamente US$ 86 bilhões em equipamentos no mesmo ano. O governo também aponta que o valor dos sistemas importados cresceu na última década e que os riscos de cibersegurança aumentaram. Robôs avançados, como autônomos, humanoides, quadrúpedes e veículos terrestres autônomos, aparecem como apoio direto às forças armadas.

Negociar antes de taxar

O texto reconhece que os investimentos em produção de robôs nos EUA cresceram, mas diz que não bastam para a demanda. Por isso, o presidente mandou o secretário e o representante comercial do país negociarem com os parceiros comerciais um ajuste nas importações. Segundo Brendan Schulman, da Boston Dynamics, a etapa seguinte são seis meses de negociação, e só depois outras medidas de política comercial.

Ash Sharma, da Interact Analysis, avisa que isto não deve ser lido como tarifa nova hoje, mas como sinal da direção. Se tarifas, cotas ou outras medidas vierem, podem pesar na competitividade, no preço e na instalação de fábricas nos EUA, e atingir também os componentes. Robert Little, ex-Novanta, lembra que a maior preocupação é o fornecimento local de sensores, atuadores, engrenagens de precisão e encoders. FANUC, Teradyne Robotics e Yaskawa já anunciaram investimentos para ampliar a produção de robôs no país.

O que isso muda aqui

*A caminho* — nada muda hoje na tabela de preços de quem compra robô no Brasil, porque o decreto não cria tarifa. Mas a maior parte dos grandes fornecedores de automação industrial é de fora dos EUA, e a própria matéria diz que é preciso ver como as negociações vão andar. O efeito para o mercado brasileiro, se vier, será indireto: os fabricantes podem realocar produção, rever preço e priorizar entregas conforme o destino, o que mexe em prazo e custo de robô, de componente e de peça de reposição.

Quem integra ou compra robô e máquina por aqui faz bem em acompanhar os seis meses de conversa, pedir aos fornecedores prazo e preço por escrito em projetos longos e conferir a origem dos componentes críticos. O que ainda não se sabe é quais países e quais produtos serão alvo, e se haverá tarifa ou cota.

Como este texto foi feito. Lida na fonte e escrita em português por Redação do Instituto, com crédito e link. Os números do texto são conferidos contra a fonte antes de publicar.

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