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Sereact e Teradyne Robotics se unem para levar a IA física aos braços Universal Robots em logística e varejo

A Sereact fechou parceria com a Teradyne Robotics, dona da Universal Robots e da MiR, para rodar o software Cortex nos braços colaborativos. Centenas de robôs em sistemas de dois braços já operam em clientes na Europa.

25 out 20263 min de leituraa partir de Automated WarehouseEN
Braço robótico Universal Robots com a marca Sereact segura um sapato preto na garra, ao lado de uma caixa de sapato aberta sobre a mesa; ao fundo, um segundo braço com garra
Imagem: Teradyne Robotics · reprodução

A Sereact, empresa de software de IA física, anunciou parceria com a Teradyne Robotics, grupo que reúne a Universal Robots e a Mobile Industrial Robots. A ideia é acelerar sistemas de IA industrial no varejo, na logística e na manufatura. O anúncio saiu na feira NVIDIA GTC Berlin 2026.

Pelo acordo, a plataforma Cortex, da Sereact, passa a comandar os braços da Universal Robots em tarefas pouco estruturadas, como tratamento de devoluções e separação de itens. Segundo as empresas, centenas de robôs da UR, em sistemas de dois braços, já estão em clientes na Europa.

O caso de referência é o da CEVA Logistics para a Zalando. Nos centros de distribuição de Greven, na Alemanha, e de Świebodzin, na Polônia, os robôs já processam sozinhos as peças de moda devolvidas. É a primeira fase de uma iniciativa maior para escalar a automação de devoluções pela Europa.

A lista de aplicações previstas vai além: separação de peças, triagem, entrada de pedidos, consolidação de caixas, montagem de kits, embalagem, movimentação de cargas e alimentação de máquinas. A Teradyne diz que suas máquinas somam mais de 100.000 instalações industriais.

Um cérebro para todos os robôs

O que a Sereact vende é um único modelo em produção para todas as tarefas. Segundo o presidente e cofundador, Ralf Gulde, devolução, reposição e montagem de kits rodam sobre o mesmo modelo, sem retreinar a cada item novo, e o que um robô aprende vale para os demais. A devolução é difícil justamente porque os produtos chegam fora de sequência, com formatos, posições e embalagens diferentes, numa mistura que muda o tempo todo.

A cadeia técnica passa pela NVIDIA. O Cortex é treinado em simulação no Isaac Sim, com modelos de mundo Cosmos, e refinado por aprendizado por reforço no Isaac Lab, sendo testado em equipamento da Teradyne antes de ir a campo. Na operação, roda num Jetson Thor dentro da célula, onde a inferência precisa acompanhar a velocidade da linha, e num DGX Spark para desenvolvimento e atualização de modelos no local. A Teradyne também vai publicar modelos 3D de robôs UR e MiR, prontos para simulação, numa biblioteca aberta no Hugging Face.

Para atender à demanda e chegar à América do Norte, a Sereact abriu neste verão a sede americana, em Charlestown, em Massachusetts.

O que isso muda aqui

*A caminho* — a Sereact diz que vai usar a rede global de distribuição e de integradores da Teradyne para levar o Cortex aos clientes da UR em vários mercados, mas a notícia não cita o Brasil nem dá prazo. O que já existe aqui é a metade do pacote: braço colaborativo da Universal Robots, com integrador local e peça de reposição. Falta a outra metade, o software de IA física.

Para quem integra, o recado é de arquitetura: o braço continua sendo o mesmo, e o valor migra para o modelo que decide como pegar um item que nunca foi visto. Isso importa para centros de distribuição brasileiros de e-commerce e moda, onde a devolução é grande e hoje depende de gente. Vale acompanhar se a Teradyne abre o Cortex ao seu canal de integradores por aqui e a que custo. A notícia não informa preço, nem produtividade por posto, nem o número exato de robôs instalados, e sem esses dados não dá para comparar com a triagem manual.

Como este texto foi feito. Lida na fonte e escrita em português por Redação do Instituto, com crédito e link. Os números do texto são conferidos contra a fonte antes de publicar.

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