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Nota · IndústriaSem efeito aqui

Siemens e NVIDIA aceleram em até 12 vezes a correção de máscaras de chips de IA, com GPU no software Calibre

A Siemens integrou a biblioteca cuLitho, da NVIDIA, ao software Calibre e informa ganho de até 12 vezes no cálculo de correção óptica de chip inteiro. Em outras simulações, o ganho vai de 10 a 17 vezes.

16 out 20262 min de leituraa partir de eeNews EuropeEN
Detalhe de uma lâmina de silício com centenas de pequenos chips de cores variadas, ao lado da grade de uma lâmina maior, com a inscrição Source Siemens no canto
Imagem: Siemens · divulgação

A Siemens ampliou a parceria com a NVIDIA para acelerar a litografia computacional de chips de nova geração. As duas empresas estão ligando a biblioteca cuLitho, que usa placas gráficas para fazer contas, ao software de manufatura Calibre, da Siemens. A Siemens diz que o ganho chega a 12 vezes no cálculo da correção óptica de proximidade (OPC) do chip inteiro, etapa que ajusta o desenho da máscara para que o padrão impresso na lâmina saia fiel ao projeto.

Segundo a empresa, dados de engenharia verificados mostram aceleração de pelo menos 10 a 17 vezes em outras simulações de litografia. O alvo são fabricantes de chips, fundições e fornecedores de fotomáscaras.

Por que a conta pesa tanto

Quanto menor o nó de fabricação, mais difícil é calcular a máscara. A técnica de litografia inversa, que otimiza máscaras de formato curvo, exige tanto processamento que obrigava a escolher entre tempo de cálculo e precisão do padrão. Essa concessão aumenta o risco de pontos críticos na impressão, reduz a margem do processo e pode afetar o rendimento dos chips.

Com o cálculo mais rápido, as fabricantes podem rodar mais rodadas de otimização e achar defeitos antes de fabricar a máscara. A Siemens afirma que isso torna prática a litografia inversa de chip inteiro para a litografia ultravioleta extrema de alta abertura numérica, tecnologia esperada nos chips mais avançados.

O que isso muda aqui

*Sem efeito* — o Brasil não tem fábrica de chips de ponta nem fundição que use esse tipo de cálculo, então não há compra, projeto nem prazo para quem opera ou integra automação por aqui. A notícia vale como sinal de rumo: o software de engenharia que prepara a manufatura passou a depender de aceleração por GPU, e o mesmo caminho já aparece em simulação e gêmeo digital de outros setores.

Quem vende ou ensina engenharia de manufatura pode usar o caso como exemplo de que o gargalo de uma indústria pode estar no cálculo, não na máquina. O que ainda não se sabe: os números são da própria Siemens, a matéria não informa quais clientes já usam a integração nem quando ela chega à venda geral.

Como este texto foi feito. Lida na fonte e escrita em português por Redação do Instituto, com crédito e link. Os números do texto são conferidos contra a fonte antes de publicar.

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