Siemens completa a nova geração dos inversores Sinamics G com segurança funcional até SIL 3 e cibersegurança de fábrica
A Siemens apresentou os Sinamics G200, G210C, G210 e G210X, que fecham a nova geração de inversores em torno do G220, de 2023, com segurança funcional até SIL 3 e OPC UA.

A Siemens anunciou a nova geração dos inversores Sinamics G, voltados a aplicações de movimento contínuo. Entram na linha os modelos G200, G210C, G210 e G210X, que completam a família em torno do G220, apresentado em 2023. O alvo declarado são fabricantes de máquinas e operadores de planta que querem mais produtividade, eficiência energética, cibersegurança e flexibilidade, com menos tempo de desenvolvimento.
Cada modelo tem um papel: o G200 é para uso industrial geral; o G210C, para máquinas compactas com maior densidade de potência e exigência de sobrecarga; o G210, para movimentação, posicionamento e processamento; e o G210X, para bombas, ventiladores, compressores e outras aplicações de infraestrutura.
Segurança, rede e dados na mesma plataforma
A nova geração se apoia em três eixos: segurança desde o projeto, funções de segurança integradas e digitalização. Todos os inversores são anunciados como prontos para o Cyber Resilience Act europeu, com recursos de cibersegurança até o nível de capacidade 2 da norma IEC 62443-4-2. As funções de segurança funcional chegam até o SIL 3.
Na parte digital, os inversores se integram ao TIA Portal, trazem servidor web embutido e um conceito único de engenharia e operação, do dimensionamento ao serviço. Os dados do inversor e da operação podem seguir por OPC UA para gestão de ativos, gestão de energia, monitoramento de condição e manutenção preditiva.
O que isso muda aqui
*A caminho* — a Siemens não informou preços, datas de entrega nem disponibilidade por país, então não dá para dizer quando os modelos chegam às mãos de quem compra no Brasil. A linha Sinamics G já é conhecida de integradores e fabricantes de máquinas daqui, e é razoável esperar que a nova geração chegue pelos canais habituais da empresa.
Para quem especifica acionamentos, o ponto prático é a plataforma comum: engenharia no TIA Portal, SIL 3 e OPC UA nos mesmos equipamentos facilitam padronizar projetos e levar dados de inversor ao sistema de manutenção. Quem exporta máquinas para a Europa também deve olhar a promessa de aderência ao Cyber Resilience Act. O que ainda falta saber: faixas de potência, preço e prazo.


