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Siemens investe na Skeleton e passa a vender sozinha os supercapacitores que amortecem os picos de energia da IA

A Siemens ampliou a participação na estoniana Skeleton Technologies e ganhou a exclusividade mundial para vender os supercapacitores dela a data centers. O alvo é o pico de demanda que milhares de chips de IA produzem em milissegundos.

14 out 20262 min de leituraa partir de Siemens PressEN
Três executivos de terno fazem sinal de positivo ao lado de um módulo de supercapacitores com placas verdes sobre uma mesa preta com as marcas Skeleton e Siemens, em frente a um rack e a telas com formas de onda
Imagem: Siemens · divulgação

A Siemens anunciou um investimento estratégico na Skeleton Technologies, fabricante europeia de sistemas de armazenamento de energia de alta potência, e uma parceria global com exclusividade: a partir de agora, é a Siemens quem vende e escala os produtos da Skeleton no mercado de data centers. O valor do investimento não foi divulgado, e a operação ainda depende das formalidades usuais de fechamento.

A relação não começa agora. A Siemens é parceira de tecnologia da Skeleton desde 2022 e investidora desde 2023. O que muda é o papel: os supercapacitores entram no portfólio de infraestrutura elétrica da Siemens, que vai da conexão com a concessionária até o rack — e a empresa diz atender nove dos dez maiores operadores de data center do mundo.

O problema que o supercapacitor resolve

Carga de inteligência artificial não consome energia como servidor comum. Milhares de chips trabalham sincronizados, e a demanda deles sobe ou cai em milissegundos; somados, esses degraus viram oscilações na escala de megawatts em segundos. Para a rede e para os equipamentos da instalação, é um choque recorrente.

O supercapacitor faz o papel de amortecedor elétrico: absorve e devolve energia nesses intervalos curtíssimos, coisa que bateria química não faz bem. Segundo a Siemens, isso protege equipamento e rede, permite aumentar a densidade de processamento e adia reformas caras na infraestrutura existente. A solução funciona nas arquiteturas em corrente alternada de hoje, inclusive em retrofit, e já aponta para o padrão futuro de 800 V em corrente contínua dentro do data center.

"A corrida para escalar a IA está virando uma corrida por energia", resumiu Peter Koerte, do conselho de gestão da Siemens. A Skeleton diz que quer ser a maior fornecedora mundial de sistemas de potência para a área de TI dos data centers de IA.

O que isso muda aqui

*A caminho* — a Siemens tem operação e canal de venda no Brasil, e a exclusividade é global; quando houver projeto de data center de IA por aqui pedindo esse tipo de solução, ela chega pela mesma porta do quadro elétrico e da subestação. Não há, por ora, anúncio de produto, preço ou prazo para o mercado brasileiro.

O que vale prestar atenção já é o problema, não o produto. Quem projeta ou mantém infraestrutura elétrica de data center — e cada vez mais de planta industrial com carga eletrônica pesada — vai precisar tratar pico de potência de curtíssima duração como requisito de projeto, ao lado de demanda contratada e qualidade de energia. A pergunta para o integrador brasileiro é se a instalação aguenta degraus de carga em milissegundos sem derrubar proteção nem incomodar a concessionária; a resposta da Siemens é que isso agora se resolve com um componente de prateleira.

Como este texto foi feito. Lida na fonte e escrita em português por Redação do Instituto, com crédito e link. Os números do texto são conferidos contra a fonte antes de publicar.

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