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Agility Robotics estreia na Nasdaq com o humanoide Digit já em operação, mas com receita ainda minúscula

A Agility Robotics começou a ser negociada na Nasdaq após fusão com uma empresa de aquisição, com cerca de US$ 465 milhões em recursos brutos. O Digit soma mais de 65 mil horas de operação em clientes.

5 nov 20262 min de leituraa partir de The Robot ReportEN
Robô humanoide Digit, de pernas articuladas, ao lado de um robô anterior da Agility Robotics
Imagem: Agility Robotics · reprodução

A Agility Robotics, de Salem, no Oregon, passou a ser negociada na Nasdaq com o código AGLT, depois de concluir a fusão com a Churchill Capital Corp XI, uma empresa criada só para levantar dinheiro e abrir capital de outra. As ações abriram a US$ 11,26, acima dos US$ 10 do acordo. A operação rendeu cerca de US$ 465 milhões brutos, incluindo US$ 201 milhões de investimento privado liderado pela Foxconn e uma rodada de US$ 100 milhões fechada depois do anúncio.

A empresa diz que o Digit, humanoide que hoje movimenta caixas em armazéns, já acumula mais de 65 mil horas de operação em nove clientes, entre eles AGCO, GXO Logistics, Schaeffler, Mercado Libre e Toyota no Canadá.

Receita pequena, encomendas grandes

Os números de 2025 mostram o tamanho do desafio: US$ 1,78 milhão de receita, contra US$ 310 mil em 2024, e prejuízo líquido de US$ 138,1 milhões. Cerca de 64% da receita veio de partes relacionadas, e o caixa terminou o ano em US$ 103 milhões. Em contrapartida, a empresa cita mais de US$ 300 milhões em encomendas plurianuais do Digit 5, sujeitas a marcos contratuais, com entregas a clientes de acesso antecipado a partir de 2027.

A presidente-executiva, Peggy Johnson, também falou em explorar formatos com base de rodas e em licenciar a tecnologia a outros fabricantes de humanoides. Já o cofundador Jonathan Hurst afirmou que o Digit provavelmente não terá rodas.

O que isso muda aqui

*Sem efeito* — a listagem é um fato financeiro nos Estados Unidos, e a Agility não anuncia venda, assistência nem integrador no Brasil. O vínculo mais próximo é a Mercado Libre, cliente citada e operadora de centros de distribuição no país, mas a matéria não diz que o Digit trabalhe em operação brasileira.

Para quem integra e vende automação aqui, o dado útil é o sinal de que o humanoide de armazém busca capital para sair do piloto: horas de operação reais e encomendas contratadas pesam mais que demonstração. Vale acompanhar o Digit 5 em 2027 e o plano de licenciamento, que pode pôr tecnologia da Agility em robôs de terceiros. Até lá, o prejuízo e a dependência de poucos clientes pedem cautela.

Como este texto foi feito. Lida na fonte e escrita em português por Redação do Instituto, com crédito e link. Os números do texto são conferidos contra a fonte antes de publicar.

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