Farsoon lança impressora 3D de metal com oito lasers e cartuchos trocáveis para produção em série
A Farsoon apresentou a FS722M, impressora 3D de metal com oito lasers de 1.000 W e área de 720 × 420 × 650 mm, pensada para produção em série. Chega a até 1.000 cm³/h, conforme material e parâmetros.

A Farsoon Technologies apresentou a FS722M, plataforma de fusão em leito de pó metálico de grande formato. A máquina parte dos modelos FS721M e FS721M-H e mira a produção em série, onde contam a operação estável, o processo repetível e o aproveitamento do equipamento.
A área de construção mede 720 × 420 × 650 mm e a máquina reúne oito lasers de 1.000 W. A empresa cita peças como componentes automotivos, insertos de ferramental e peças grandes de máquina. A taxa de construção chega a até 1.000 cm³/h, dependendo de material, parâmetros de processo e condições da impressão. Há ainda uma configuração opcional de modelagem do feixe.
O ganho está fora da câmara
O conceito chamado CAMS usa cartuchos de construção intercambiáveis para separar a retirada e o preparo das peças da impressão. Uma esteira leva os cartuchos entre a máquina e uma doca externa de carga. O cartucho pronto segue para uma estação inertizada, onde as peças são retiradas e tratadas, enquanto outro cartucho é preparado para a impressão seguinte. A intenção é reduzir o tempo sem imprimir e usar melhor a máquina, mas a Farsoon ressalva que o resultado depende da configuração de automação, da sequência de troca e do fluxo de produção do cliente.
A versão FS722M-CAMS inclui manuseio de pó em circuito fechado: reciclagem, peneiramento, armazenamento e alimentação de pó novo ficam num ambiente inerte e protegido. O módulo de filtragem foi desenhado para pouca manutenção, com a rotina limitada a esvaziar o recipiente de poeira.
O programa de monitoramento acompanha em tempo real potência do laser, vazão de gás e temperatura da câmara, e câmeras internas permitem conferir cada camada concluída. Segundo a fabricante, isso dá visibilidade das condições da impressão e apoia a rastreabilidade.
O que isso muda aqui
*Sem efeito* — a matéria não traz preço, prazo nem representante no Brasil, então não há como falar em compra ou entrega para o mercado daqui. O custo por peça qualificada, aliás, depende de material, aplicação, arranjo e processo validado, e a fonte não dá valor nenhum.
O que interessa a quem integra automação é o desenho do fluxo: a impressora deixa de ser uma ilha e passa a conversar com esteira, doca, estação inerte e circuito de pó, ou seja, vira célula de manufatura com logística própria. Quem atende autopeças, ferramentaria e fabricantes de máquinas pode usar a FS722M como referência do que perguntar a qualquer fornecedor de manufatura aditiva em série: tempo parado entre impressões, manuseio de pó e rastreabilidade por camada. Até haver oferta local, é leitura de tendência, não projeto.


